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quinta-feira, 17 de março de 2016

Aumenta para 15 número de mortes relacionadas à epidemia viral em Itaporanga

 

               Por Redação da Folha – Nesta quarta-feira, 16, mais um idoso faleceu em Itaporanga. O senhor Antônio Viana da Silva, de 87 anos, contraiu uma doença viral transmitida pelo mosquito aedes aegypti há oito dias e, apesar de ter passado uma semana hospitalizado, não conseguiu se recuperar e terminou falecendo.
                Ele residia no final da Rua Manoel Maia. Uma das filhas do idoso contou que ele tinha febre e muitas dores pelo corpo. “Ele sentia muita dor”, disse ela, ao revelar que o seu pai já vinha com a saúde um pouca fragilizada em função de um abalo emocional decorrente da morte recente de um filho em um acidente de moto, mas a virose, conforme ela, precipitou o agravamento do quadro. Seu enterro está previsto para a manhã desta sexta-feira.
                De fevereiro até agora já foram 21 mortes em Itaporanga, das quais, ao menos 15, relacionadas à epidemia viral que castiga a cidade, onde quase toda a população já foi contaminada. O poder público, em todos os níveis, ignora o problema: faltam ações efetivas de combate ao mosquito e melhores condições hospitalares para o enfrentamento clínico das doenças. Outra questão é que os óbitos não estão sendo investigados nem notificados.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Mais uma morte relacionada à virose em Itaporanga. Foi o 4º idoso em seis dias

               Por Redação da Folha - Sepultado na manhã desse sábado, 27, o aposentado José Serafim Sobrinho, conhecido como Zé do Veio, que residia na Rua Dandão Severino, contraiu a virose transmitida pelo mosquito Aedes aegypty mais de 20 dias antes do seu falecimento e terminou sendo vencido pela enfermidade, segundo a sua esposa.
                “Ele teve uma febre repentina, se queixava da boca amarga, não queria comer nem beber nada, e sentia muitas dores no corpo, sofreu com isso até morrer”, comentou Maria Iracy, mulher do idoso, que tinha 87 anos e deixou 16 filhos.
             Conforme ainda ela, ele tomava remédio controlado para um problema cardíaco, mas convivia bem a doença. “Por esse problema, acho que ele ainda estaria vivo, mas o que acabou com ele foi essa doença do mosquito, porque ficou sem comer todos esses dias, foi muito maltratado por essa doença”, comentou a mulher, ao revelar que também contraiu a virose há várias semanas, e, apesar de bem mais nova, ainda enfrenta grandes dificuldades físicas: "estou com essa doença há 26 dias, e ainda hoje sofro”.
                Com idade avançada e com outros problemas de saúde, a viroso foi fatal e antecipou a morte do aposentado. Seu Zé chegou a ser levado ao hospital de Itaporanga na segunda-feira, 22, tomou soro e retornou para casa, onde, cinco dias depois, faleceu em face da profunda desidratação. Foi o quarto idoso falecido entre os dias 20 e 26 deste mês com sintomas das doenças virais transmitidas pelo mosquito.Foto: mosquito aterroriza Itaporanga, mas está sendo caçado também. Todo instrumento possível é usado para matar o Aedes, mas essas ações individuais são pouco eficazes se os criadouros não forem destruídos.