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quinta-feira, 17 de março de 2016

Aumenta para 15 número de mortes relacionadas à epidemia viral em Itaporanga

 

               Por Redação da Folha – Nesta quarta-feira, 16, mais um idoso faleceu em Itaporanga. O senhor Antônio Viana da Silva, de 87 anos, contraiu uma doença viral transmitida pelo mosquito aedes aegypti há oito dias e, apesar de ter passado uma semana hospitalizado, não conseguiu se recuperar e terminou falecendo.
                Ele residia no final da Rua Manoel Maia. Uma das filhas do idoso contou que ele tinha febre e muitas dores pelo corpo. “Ele sentia muita dor”, disse ela, ao revelar que o seu pai já vinha com a saúde um pouca fragilizada em função de um abalo emocional decorrente da morte recente de um filho em um acidente de moto, mas a virose, conforme ela, precipitou o agravamento do quadro. Seu enterro está previsto para a manhã desta sexta-feira.
                De fevereiro até agora já foram 21 mortes em Itaporanga, das quais, ao menos 15, relacionadas à epidemia viral que castiga a cidade, onde quase toda a população já foi contaminada. O poder público, em todos os níveis, ignora o problema: faltam ações efetivas de combate ao mosquito e melhores condições hospitalares para o enfrentamento clínico das doenças. Outra questão é que os óbitos não estão sendo investigados nem notificados.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Um possível foco de mosquito de quase meio Km e nenhuma providência em Itaporanga

Por Redação da Folha – Um canal a céu aberto que mede quase meio quilometro e acumula água de chuva e esgoto pode ser um dos principiais focos de reprodução do mosquito aedes aegypti, responsável por uma epidemia que atingiu milhares de pessoas em Itaporanga e já provocou seis óbitos. A água canalizada é praticamente inerte, flui muito lentamente, o que pode facilitar a reprodução.
                O canal, denominado de Xique-Xique, corta a cidade e suas margens são tomadas por mato, entulhos e lixo, onde é possível, igualmente, haver focos. Há muitas casas também na área. Quase todos os moradores da Marta Batista de Moura, uma das ruas próximas ao escoadouro, já adoeceram por causa da virose transmitida pelo mosquito. “Aqui são contados nos dedos os que não pegaram dengue ou chikungunya”, lamentou uma moradora. “Tem um casal que mora ali, mais perto do canal, que está internado em Piancó e a situação é grave”, comentou outra moradora.
                Além da fedentina, os moradores têm que conviver com a ameaça das doenças virais transmitidas pelo aedes. Há mais de três anos, a fundação humanitária José Francisco de Sousa organizou um abaixo-assinado junto aos moradores pedindo à Prefeitura e ao Ministério Público a cobertura do canal, mas nenhuma providência foi tomada. “Esse povo fica nos rádios e fazendo passeata na rua dizendo que estão combatendo o mosquito, mas não olha uma situação dessa aqui”, disse revoltado um morador. Como constatou a Folha na manhã desta quinta-feira, há uma atividade biológica intensa na água do canal, inclusive com a presença de larvas, mas não se sabe se de mosquito. Fotos: a água dentro do canal e os entulhos e matos ao seu redor podem estar contribuindo com a proliferação do mosquito aedes.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ex-vereador de Itaporanga diz não ter dúvida de que virose contribuiu para morte do seu pai

              Por Redação da Folha - Ainda abalado emocionalmente com a morte do seu pai, o aposentado José Serafim de Queiroz (foto), de 81 anos, sepultado no último dia 27, no cemitério de Itaporanga, o ex-vereador Zé Queiroz disse não ter dúvidas de que a virose transmitida pelo mosquito aedes aegypti contribuiu para a morte do idoso. “Apesar das sequelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), meu pai vivia bem, estava com sua saúde estável, mas, de repente, esmoreceu, e não tenho dúvidas de que essa virose contribuiu”, disse com ares de tristeza o ex-parlamentar mirim, que também está descontente com a saúde pública.
                Seu José Serafim chegou a ser encaminhado ao hospital de Itaporanga, e precisou ser removido em função da gravidade do seu quadro clínico, mas não havia vagas nos hospitais de Patos e Campina e ele teve que ir ser internado em Pombal. De lá retornou a Piancó, onde foi conseguido um leito para seu tratamento, mas, sem recursos médicos avançados, terminou falecendo.
                Zé Queiroz disse que é lamentável o momento que vive Itaporanga, onde uma epidemia se alastra sem precedentes e a saúde pública emergencial não oferece condições de responder satisfatoriamente a demanda. O ex-vereador não faz plano de voltar à vida pública porque, conforme ele, o meio político local é sujo e os interesses pessoais se sobrepõem aos interesses do povo, conforme ele.
                No período de apenas seis dias, entre 20 e 26 de fevereiro, cinco idosos faleceram com sintomas das doenças virais transmitidas pelo mosquito.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Mais uma morte relacionada à virose em Itaporanga. Foi o 4º idoso em seis dias

               Por Redação da Folha - Sepultado na manhã desse sábado, 27, o aposentado José Serafim Sobrinho, conhecido como Zé do Veio, que residia na Rua Dandão Severino, contraiu a virose transmitida pelo mosquito Aedes aegypty mais de 20 dias antes do seu falecimento e terminou sendo vencido pela enfermidade, segundo a sua esposa.
                “Ele teve uma febre repentina, se queixava da boca amarga, não queria comer nem beber nada, e sentia muitas dores no corpo, sofreu com isso até morrer”, comentou Maria Iracy, mulher do idoso, que tinha 87 anos e deixou 16 filhos.
             Conforme ainda ela, ele tomava remédio controlado para um problema cardíaco, mas convivia bem a doença. “Por esse problema, acho que ele ainda estaria vivo, mas o que acabou com ele foi essa doença do mosquito, porque ficou sem comer todos esses dias, foi muito maltratado por essa doença”, comentou a mulher, ao revelar que também contraiu a virose há várias semanas, e, apesar de bem mais nova, ainda enfrenta grandes dificuldades físicas: "estou com essa doença há 26 dias, e ainda hoje sofro”.
                Com idade avançada e com outros problemas de saúde, a viroso foi fatal e antecipou a morte do aposentado. Seu Zé chegou a ser levado ao hospital de Itaporanga na segunda-feira, 22, tomou soro e retornou para casa, onde, cinco dias depois, faleceu em face da profunda desidratação. Foi o quarto idoso falecido entre os dias 20 e 26 deste mês com sintomas das doenças virais transmitidas pelo mosquito.Foto: mosquito aterroriza Itaporanga, mas está sendo caçado também. Todo instrumento possível é usado para matar o Aedes, mas essas ações individuais são pouco eficazes se os criadouros não forem destruídos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mais duas pessoas morrem com sintomas de viroses transmitidas pelo Aedes em Itaporanga

               Por Redação da Folha - Os óbitos foram de duas idosas e ambas apresentaram sintomas das doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypty, que está provocando uma epidemia sem precedentes em Itaporanga.
                A primeira morreu nessa terça-feira, 23, no hospital regional de Patos, para onde foi levada pela família, mas já chegou lá bastante debilitada. Maria Félix da Silva, conhecida como Maria de Dão, de 81 anos, já tinha alguns problemas de saúde, mas seu quadro foi agravado, segundo familiares, depois que ela contraiu a virose: dores pelo corpo, diarreia, falta de apetite e desidratação apressaram sua debilidade física.
                Na semana passada, a idosa chegou a ser levada para o hospital de Itaporanga, onde tomou soro e foi mandada para casa, mas seu quadro clínico piorou nos dias seguintes e ela foi internada no regional de Patos, mas não houve jeito. A aposentada, que residia na Rua Severino Neves, foi sepultada na tarde desta quarta-feira, 24.
                A outra idosa, Iracy Maria da Conceição, de 75 anos, morreu na manhã desta quarta-feira no hospital de Itaporanga, para onde foi levada às pressas, depois de alguns dias acometida por uma das doenças virais transmitidas pelo mosquito. Dores, esmorecimento, falta de apetite e desidratação foram os sintomas que acamaram a idosa, que residia na Rua Manoel Maia.
                Segundo o genro da dona Iracy, Jorge Claro, ela tomava remédio para um problema de saúde, mas não era nada grave nem mortal e estava bem, mas, quando contraiu a virose, prostrou-se em uma cama e não resistiu. “Há oito dias, ela foi levada pra hospital de Itaporanga, e deram alguns soros a ela, mas voltou para casa com o mesmo problema. Hoje de manhã, foi levada novamente ao hospital, onde terminou morrendo”, lamentou Jorge. No atestado de óbito fornecido pelo hospital, a causa da morte aparece como indeterminada.
                Já são três idosos que morreram em Itaporanga nos últimos quatro dias acometidos pelos mesmos sintomas: essas doenças virais transmitidas pelo mosquito causam desidratação, falta de apetite e baixa imunidade orgânica, sendo fatal para idosos sem acompanhamento médico adequado, havendo necessidade de internação hospitalar, o que, nos três caros, não ocorreu a tempo. O despreparo do hospital para tanta demanda precarizou o atendimento.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ricardo Coutinho e ministro do Turismo participam de Dia D de Mobilização contra o Aedes aegypti hoje em Mangabeira



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, realiza hoje (13), a partir das 7h, o Dia D de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A mobilização será realizada em parceria com o Ministério da Saúde, Gerências Regionais de Saúde, Bombeiros, Exército, Escoteiros e […]

ricardocoutinho
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, realiza hoje (13), a partir das 7h, o Dia D de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A mobilização será realizada em parceria com o Ministério da Saúde, Gerências Regionais de Saúde, Bombeiros, Exército, Escoteiros e Infraero. Representantes da SES estarão em 12 municípios prioritários.

Durante todo o dia, serão realizadas visitas a estabelecimentos públicos, além das visitas a residências, acompanhadas por agente de saúde ou militar capacitado. As equipes participarão também de eventos organizados pelas prefeituras, além de entrevistas coletivas com a imprensa local e regional.
A programação oficial terá início às 7h, com a saída dos militares no Grupamento de Engenharia, em João Pessoa, onde estará o general Dantas representante do Exército na Paraíba, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, representando a presidente Dilma Rousseff, a secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, além do secretário municipal de Saúde, Adalberto Fulgêncio. Às 10h, o governador Ricardo Coutinho e secretários do governo participarão da ação na Praça do Coqueiral, em Mangabeira.
Já no município do Conde, a abertura será às 9h, na Praça Dom Pedro Alves, com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega, o município do Conde foi escolhido para a abertura oficial no estado por ser o local com maior número de casos confirmados de microcefalia relacionada ao vírus zika (3).
Participam da ação em todo o estado mais de 2000 pessoas, entre soldados do Exército, Bombeiros, Escoteiros, Polícia Militar e Infraero. O Governo do Estado está disponibilizando aos municípios a logística de material educativo, além de 2125 kits para os Agentes de Combate a Endemias. Cada agente, por meio do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, vai receber um kit de trabalho com bolsa, caneta, lápis, lanterna, peneira, prancheta, camiseta, boné, protetor solar, repelente e trena.
A gerente executiva de Vigilância em Saúde ressaltou a importância de todos estarem envolvidos no combate ao mosquito. “Não só a SES ou as Secretarias Municipais de Saúde, mas todos devem se mobilizar contra o Aedes. Além da própria população, as Secretarias Municipais, a exemplo da Secretaria de Infraestrutura, de Educação, devem se envolver nas ações, cada uma enfrentando o mosquito de acordo com sua potencialidade”, disse.
A secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, ressaltou que o ‘Dia D’ é importante por mobilizar todos ao mesmo tempo, mas deve-se lembrar que o trabalho contra o mosquito deve ser realizado diariamente. Além disso, os municípios devem dar continuidade às suas ações.
Campina Grande – Em Campina Grande, a mobilização contará com a participação de profissionais da 3ª Gerência Regional de Saúde (GRS), Agentes de Combate às Endemias do município e soldados do Exército, que estarão realizando atividades durante todo o dia em áreas centrais e bairros da cidade.
De acordo com a programação elaborada em conjunto, a ação será realizada no horário da manhã em locais de grande concentração de pessoas, com  distribuição de panfletos e a conscientização da população em relação aos cuidados que ela deve ter nas suas residências para impedir a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
Os locais escolhidos para a mobilização foram o cruzamento da avenida Floriano Peixoto com Venâncio Neiva (antigo posto Futurama), Parque da Criança, Terminal de Integração e avenida Juscelino Kubistcheck, além da Feira Central e antigo Terminal Rodoviário. Estes dois últimos locais foram escolhidos por terem grande movimentação também de pessoas de municípios circunvizinhos, conforme explicou a gerente da 3ª GRS, Tatiana Medeiros. Os outros 41 municípios que integram a 3ª GRS também estarão realizando atividades neste sábado.
No horário da tarde, serão realizadas visitas domiciliares nos bairros da Conceição, Palmeira, Alto Branco, Estação Velha, Liberdade, São José, Jardim Paulistano, Prata, Catolé e também no centro da cidade. As visitas feitas neste horário, quando também será feita a entrega de material informativo sobre como evitar que mosquito faça mais vítimas, pretendem chegar até aquelas pessoas que trabalham durante a semana e dificilmente são encontradas em suas residências.
O Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti pretende atingir o maior número de pessoas possível, além das atividades que já estão sendo realizadas de forma rotineira, inclusive com a presença dos soldados do Exército. Além do 31º BIMTz, da 3ª GRS e dos Agentes de Combates às Endemias do município, estão se engajando na programação os bombeiros militares, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil, Detran, Terminal Rodoviário de Passageiros, escolas, shoppings e grupos de escoteiros.
Balanço das ações: O Estado foi pioneiro com a utilização do aplicativo “Aedes na Mira” que hoje é usado em mais 7 estados, além disso se mantém entre os mais exitosos em relação às visitas domiciliares. De um total de 1.177.843 imóveis, já foram visitados até o momento, 931.820, o que equivale a 79,11%. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 11 desse mês foram notificados 756 casos suspeitos de microcefalia na Paraíba, sendo 275 descartados, 52 confirmados com alteração de imagens e dois com amostras positivas para o Zica Vírus e 427 em investigação.
SecomPB

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Descontrolado, mosquito já acamou um quarto de Itaporanga e nem a delegacia escapou do ataque


              Por Redação da Folha – Itaporanga vive o maior surto regional de doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypty. Cerca de um quarto de sua população, formada por 24 mil moradores, já foi atingida por dengue, xicungunha e zika nos últimos 30 dias, impactando drastcamente o hospital local, que não está preparado para tanta demanda e é alvo de muitas queixas de pacientes e acompantes. Mais médicos e medicamentos são necessários e urgentes, mas o poder público faz vistas grossas para o drama que vive a cidade.
                Trabalhadores, idosos, crianças, gestantes, donas de casa. Há casos em que todos os membros da familia adoeceram de uma vez só, agravando a situação por falta de cuidadores. São milhares de pessoas acamadas. O mosquito não poupou nem os agentes de segurança pública. Vários militares ficaram doentes nos últimos dias, e na delegacia de Itaporanga as viroses transmitidas pelo Aedes também fez vítimas nas últimas 48 horas: “Trabalho aqui há muito tempo, e nunca recebemos a visita de um agente de endemias e nem mesmo na rua onde está a delegacia, e, esse surto é exatamente por falta de um trabalho de prevenção”, lamentou um dos policiais doentes.
                A reclamação do policial é a mesma de moradores de diversas ruas e bairros da cidade: há necessidade de uma ação efetiva do poder público, mobilizando agentes de saúde e de endemias, o que, até agora, não tem sido notado pela população e o mosquito continua se proliferando, conforme queixas de moradores de diversos setores urbanos.
           Diariamente, o hospital está recebendo centenas de pessoas, mesmo sem condições estruturais para um melhor atendimento. Itaporanga é a única cidade do Vale que está vivendo um surto tão arrasador das doenças transmitidas pelo Aedes e a falta de prevenção é um dos fatores apontados para a epidemia. Foto: policiais da delegacia local também não escaparam do mosquito.