segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Calamidade em Itaporanga se agrava e começam a surgir queixas de abusos e irregularidades



               Por Redação da Folha – Quem não tem 30 ou 40 reais para comprar mil litros d’água ou não tem saúde para vencer a fila nos poucos poços disponíveis e a distância com o peso da lata d’água está sofrendo muito em Itaporanga. Já existem relatos sobre idosos e deficientes físicos que há dias não têm água para a higiene pessoal nem doméstica e falta até para cozinhar e beber.
                A maioria da população, que é pobre, está com grandes dificuldades para ter acesso à água. Há queixas com relação aos poucos carros carros-pipas disponíveis pelo poder públicos para socorrer a população pobre. A maioria não tem depósito para armazenar água nem tem acessso a ela. “Esses carros com água de graça não chegam aqui: os pipas que aparecem são de particulares e cobram caro pela água”, lamentou uma moradora do Alto das Neves. “Os carros da Prefeitura dificilmente chegam por aqui e, quando aparecem, a água é para uns e outros não”, lamentou uma moradora do bairro Bela Vista, ao clamar por água em uma rádio local.
                A grande procura por água tem movimentado o mercado do líquido, que se torna cada vez mais caro. Com as autoridades judiciárias e da ordem econômica alheias ao problema, alguns aproveitam para lucrar bastante com a venda de água e os preços são os maiores possíveis. Muita dessa água vendida nas portas é retirada dos próprios poços públicos. “É caro, mas, se não fossem esses carros-pipas particulares, a coisa estava pior ainda”, defende um comerciante local.
                Há duas semanas, uma máquina perfuratriz do governo estadual abriu alguns poços na cidade, mas falta bomba para a captação da água, o que seria de responsabilidade do poder público municipal. Um desses poços está localizado entre o conjunto Chagas Soares e loteamento Balduino de Carvalho. “Temos um poço aqui com uma vasão de 3 mil litros d’água, mas o povo é passando sede, porque não pode tirar água do poço porque a Prefeitura ainda não instalou a bomba”, disse revoltado um morador da área.
                A falta de uma quantidade mínima d’água para a higiene pessoal e doméstica deve favorecer o surgimento de diversas doenças, com consequências maiores para crianças, idosos e portadores de deficiência física. Governo e Cagepa permanecem omissos quanto a adutora emercencial de Nova Olinda para Itaporanga, único meio capaz de resolver  o problema da cidade. Fotos (Folha): sofrimento atinge milhares de pessoas, mas idosos e deficientes são os mais penalizados.

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