Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de março de 2016

Ricardo Coutinho lança programa que monitora saúde de gestantes durante pré-natal

O governador Ricardo Coutinho, acompanhado da vice-governadora Lígia Feliciano e da secretária de Saúde, Roberta Abath, lançou, nesta segunda-feira (14), o programa Alô Mãe – Sala de Monitoramento da Gestante, no Espaço Cultural. O objetivo do programa, exclusivo do Governo da Paraíba, é acompanhar, por meio de ligações telefônicas rotineiras, o processo de cuidado no pré-natal das gestantes e das crianças no primeiro ano de vida, em todo o Estado. Para isso, foram investidos R$ 300 mil na compra de equipamentos e R$ 40 mil no custeio (recursos próprios).

Durante visita à sala do Alô Mãe, o próprio governador Ricardo Coutinho ligou para uma gestante de Princesa Isabel e explicou sobre o programa. Em entrevista à imprensa, disse que é imprescindível a parceria com os municípios, responsáveis pelo pré-natal. “O Alô Mãe surge em função de uma realidade muito dura, que é o grande número de morte materna. Por conta de uma série histórica de problemas, o pré-natal deixa muito a desejar. Esta mulher com quem falei, por exemplo, já está no oitavo mês de gravidez e ainda não sabe onde vai fazer o parto. É preciso que os municípios vejam o programa como uma grande colaboração na redução da mortalidade materna”, ressaltou.

O governador disse ainda que fica feliz por ter a oportunidade de entregar à população um serviço tão útil, em tempos de crise, e, ainda por cima, com recursos próprios. “Com o Alô Mãe, o governo demonstra um grande respeito pelo dinheiro do povo, pois, proporcionalmente, temos a maior rede de hospitais do país, com 33 unidades, e a menor renda per capita do SUS. Por isso, minha alegria por uma iniciativa como essa é mostrar ao resto do país que a Paraíba serve de exemplo como gestão pública”, concluiu.

Para a secretária Roberta Abath, o momento é unir forças. “Apesar do momento difícil e do desconhecido que estamos enfrentando, em relação a algumas gravidades, o momento é de união entre os governos federal, estadual e municipal para salvar o país, que é muito maior que qualquer crise; e não vejo como vencer se a população não estiver unida, a exemplo do combate ao mosquito Aedes aegypti”, falou.

A gerente de Atenção à Saúde da SES, Patrícia Assunção, mostrou o funcionamento do programa. Por meio de um formulário específico, com uma série de perguntas baseadas nos protocolos vigentes, serão obtidas informações para atenção e cuidado no pré-natal. Considerando as informações disponibilizadas pelas gestantes, elas serão avaliadas para, a partir disso, serem repassadas as devidas orientações com relação aos serviços de saúde de referência no Estado para os cuidados necessários para uma gestação saudável.

“A gestante receberá uma ligação antes da consulta de pré-natal, para ser informada sobre a importância do acompanhamento médico adequado; e outra após a consulta, para saber se está tudo bem e se os exames necessários foram solicitados. Caso seja detectada alguma irregularidade, o Alô Mãe encaminhará um alerta ao gestor responsável no município em que a gestante se encontra, para que seja buscada rapidamente a solução do problema”, explicou Patrícia Assunção.

Ela adiantou que será considerado ‘alerta’ quando a gestante relatar sintomas do zika vírus (manchas no corpo e coceira, por exemplo) durante a gravidez. Diante desta situação, ela será orientada a buscar imediatamente os serviços de referência de saúde, considerando o Protocolo de Atenção à Microcefalia do Estado da Paraíba. As informações serão encaminhadas aos gestores dos municípios para monitoramento dos casos.

No que se refere ao cuidado às crianças, serão realizadas ligações para acompanhamento das três consultas do primeiro mês de vida, que devem ser realizadas nas Unidades de Saúde da Família. Serão repassadas, também, orientações sobre a importância da Triagem Neonatal e do aleitamento materno, além de ser feito o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança até o segundo ano de vida.

Também participaram da solenidade de lançamento do programa Alô Mãe gestores e técnicos da Saúde e de outras pastas, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, e o presidente da Codata, Kroll Jânio. A Codata foi a empresa do estado que desenvolveu o sistema do programa.



Secom

sexta-feira, 4 de março de 2016

Saúde da Paraíba já notificou 810 casos suspeitos de microcefalia em 2016; 316 casos em JP

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou, até a oitava semana epidemiológica de 2016, 810 casos suspeitos de microcefalia, distribuídos em 128 municípios. Desse total de notificações, 63 casos foram confirmados, 306 foram descartados para microcefalia relacionada à infecção congênita e 441 estão sob investigação.

Os municípios com maior número de casos notificados são João Pessoa (316), Patos (37), Bayeux (25), Sapé (22) e Conde (19). Os 63 casos confirmados de microcefalia estão distribuídos em 29 municípios do Estado, sendo os mais atingidos: João Pessoa (19), Cabedelo (4), Cacimba de Dentro (4), Campina Grande (3), Conde (3), Santa Rita (3) e Juazeirinho (3).

Dos casos notificados na Paraíba, 20 evoluíram para óbito nos municípios de João Pessoa (4), Santa Rita (2), Sapé (2), São João do Rio do Peixe (1), Cacimbas (1), Campina Grande (1), Conde (1), Juazeirinho (1), Nova Olinda (1), Parari (1), Piancó (1), Santa Inês (1), São Bento (1), São João do Tigre (1) e São Miguel de Taipu (1).

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, considera-se que todos os casos confirmados estão relacionados à infecção congênita. Todos os casos são avaliados individualmente e submetidos a um conjunto de exames de diagnóstico laboratorial e por imagem.

Para outros esclarecimentos, deve-se entrar em contato com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), por meio do endereço eletrônico: cievs.pb@gmail.com ou pelo telefone: 0800-281-0023.

Ações – O Governo do Estado, por meio da SES, encerrou em 29 de fevereiro o 1º ciclo de visitas a imóveis na Paraíba para combater o mosquito Aedes aegypti. De acordo com o Relatório de Acompanhamento de Visitas aos Imóveis, desde o dia 4 de janeiro deste ano foram identificados 48.255,730 focos do Aedes aegypti em 221 municípios.

Os ciclos de visitas são planejados, ininterruptamente, de forma que a totalidade dos imóveis seja inspecionada de acordo com o seguinte cronograma: O 1º ciclo foi concluído em 29 de fevereiro; o 2º ciclo será concluído até 31 de março, o 3º ciclo, até 30 de abril, e o 4º ciclo, terá sua conclusão até 30 de junho deste ano.

Para intensificar as atividades, o Estado conta com o apoio de profissionais do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Polícia Militar, além dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias. A equipe é dividida em duplas que visitam casa a casa, conversam com os moradores a respeito das formas de prevenção e ainda fazem vistoria nos quintais, jardins e até terrenos baldios. O objetivo é detectar e exterminar criadouros e focos do mosquito.

O trabalho com o Exército vem sendo realizado nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux. Com o Corpo de Bombeiros, a atividade está acontecendo nos municípios de Alhandra, Conde, Malta e Monteiro. Nos demais municípios, as visitas são realizadas pelos Agentes de Controle de Endemias (ACE).

O horário de atuação das equipes do Exército e Bombeiros está acontecendo em dias úteis, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.


Secom

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Bactéria parente da cólera é detectada em córrego do DF

Vibrio cholerae foi encontrada três vezes em córrego próximo a aeroporto.
Tipo não transmite doença, mas pode gerar graves infecções intestinais.


Córrego do aeroporto onde foi encontrada bactéria Vibrio Cholerae (Foto: Reprodução)Córrego do aeroporto onde foi encontrada bactéria Vibrio Cholerae (Foto: Reprodução)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal detectou a bactéria Vibrio cholerae – espécie que pode causar cólera – pelo menos três vezes entre setembro e dezembro em um córrego próximo ao Aeroporto de Brasília. Relatórios obtidos pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que o mesmo tipo de bactéria foi encontrado outras 16 vezes em estações de tratamento de esgoto.
Após as análises, foi verificado que o tipo da bactéria não é uma das responsáveis por produzir a toxina que transmite a cólera – que provoca diarreia, vômitos e desidratação intensa.
De acordo com a infectologista Eliana Bicudo, do Hospital Santa Luzia, o micro-organismo pode causar infecção intestinal em quem consome a água. “Se for um bebezinho ou um idoso, a pessoa pode até morrer. Nos extremos da vida, a infecção intestinal é sempre um mistério.”
Ao G1, a especialista diz que não se surpreende em encontrar a Vibrio cholerae em dejetos. “É esperado encontrar a bactéria em estações de esgoto, mas em córregos, isso sugere contaminação de esgoto nessa água”, continuou a infectologista.
A Secretaria de Saúde informou que a bactéria pode ser encontrada “em qualquer lugar do meio ambiente” e que monitora a presença do micro-organismo desde 2013. De acordo com a pasta, em 2015 foram coletadas 65 amostras e só em uma foi identificada a bactéria capaz de produzir a toxina que transmite a cólera.
“As áreas de monitoramento no DF abrangem todas as estações de tratamento de esgoto da Caesb (14, ao todo) além do córrego de acesso ao aeroporto. Após a coleta, as amostras são enviadas ao Laboratório Central do DF para análise”, disse a secretaria. O material também é enviado para o Instituto Fiocruz para segunda análise.

Segundo a secretaria, nunca houve registro de cólera em moradores do DF. “Entre 1991 e 2006 foram registrados no DF 21 casos importados. O último caso foi em 2006, de um paciente que veio da África”, informou.

Primeira vez
Em setembro de 2015, foi identificada pela primeira vez a bactéria transmissora do cólera no DF. Ela foi detectada em uma estação de tratamento de esgoto da Companhia de Saneamento Ambiental na Asa Norte x. À época, a Vigilância Epidemiológica emitiu um alerta para hospitais do DF e profissionais de saúde. Os pacientes que chegassem com sintomas da doença deveriam ser isolados e os casos deles passaram a ser notificados.
G1

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Aguiar está prestes a ganhar um aliado importante contra um grave problema regional

            Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - A cidade de Aguiar está prestes a receber um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da modalidade I, o qual tem como característica o atendimento a dependentes de álcool, crack e outras drogas, hoje um grave problema regional.  Na última sexta-feira, 19, cerca de 35 profissionais da saúde local, que poderão trabalhar no futuro Caps, participaram de uma capacitação com uma equipe da cidade de Conceição.
             O treinamento foi realizado na sede do Cras e, entre os presentes, asecretária de Saúde do município, Eliana Lopes, e o prefeito Tintin Guedes, entusiastas e baluartes do projeto. Previsto para ser implantado até o mês de abril, o Caps de Aguiar atenderá pacientes do município-sede e da vizinha Igaracy, uma recomendação aceita pelo Ministério da Saúde para que fosse possível o cumprimento da exigência populacional (hoje em torno de 12 mil habitantes) necessária à sua instalação. “Mas a Prefeitura de Igaracy não vai gastar com nada”, enfatizou a secretária.
             Uma parceria do Governo Federal com as Prefeituras brasileiras, o Caps de Aguiar deverá funcionar no prédio de uma antiga creche municipal, localizada no centro da cidade, e prestar um serviço psicossocial importante ao público alvo, diante de um problema que hoje afetas centenas de pessoas nos dois municípios, gerando enfermidades, violência e isolamento. Fotos: prefeito falou durante evento de capacitação dos profissionais.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Vacina contra dengue do Butantan inicia última fase de testes

Estudo vai aplicar imunização em 17 mil voluntários de todo o Brasil.

Instituto espera que produto esteja disponível para registro em 2018.

Mariana LenharoDo G1, em São Paulo
Vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan pode entrar em última fase de pesquisa em breve (Foto: Camilla Carvalho/Acervo Instituto Butantan)Ampolas da vacina contra dengue desenvolvida pelo Butantan (Foto: Camilla Carvalho/Instituto Butantan)













A vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan começa a ser submetida, nesta segunda-feira (22), à fase 3 de testes clínicos. Esta é a última etapa antes que a vacina possa ser submetida à avaliação da Anvisa para registro.
Esta fase deve começar com a vacinação de 1,2 mil voluntários pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). A instituição é uma das 14 credenciadas para a realização dos testes clínicos no país. Ao todo, 17 mil voluntários de todo o Brasil devem receber a imunização.
Nesta segunda-feira, 10 voluntários já devem receber o produto no HC-FMUSP. Todos os participantes devem ser acompanhados por cinco anos para verificar a eficácia e a duração da proteção da vacina contra o vírus da dengue.
A presidente Dilma Rousseff deve assinar, no início da tarde desta segunda-feira, um contrato entre o Ministério da Saúde e a Fundação Butantan para a realização dos testes no restante do país.
O desenvolvimento desta vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.
Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento.
Fases da pesquisa
Nesta etapa de testes, dois terços dos voluntários receberão a vacina e um terço receberá placebo. O objetivo é verificar, depois de um período, se o grupo que foi vacinado teve uma redução considerável de casos de dengue em comparação ao grupo de controle. Isso permitirá verificar a eficácia da vacina.
Segundo estimativa do Instituto Butantan, todos os 17 mil voluntários devem ser vacinados em até um ano. A instituição acredita ser possível que a vacina esteja disponível para registro até 2018.
Até agora, 900 pessoas já receberam a vacina nas fases anteriores de testes clínicos: 600 pessoas na fase 1 e 300 na fase 2. Esses testes permitiram concluir que a vacina é segura e é capaz de induzir no organismo a produção de anticorpos contra os quatro vírus da dengue.
Voluntários
Podem ser voluntários pessoas saudáveis, que tiveram ou não dengue e que tenham de 2 a 59 anos. No estado de São Paulo - onde, além do HC-FMUSP, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo também fará os testes - já há 2 mil interessados em participar.
Os outros 12 centros no Brasil que também realizarão os testes ainda não divulgaram o cronograma de vacinação. Eles ficam em Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), São José do Rio Preto (SP) e Porto Alegre (RS).
Interessados em se candidatar podem procurar o SAC do Butantan pelo e-mailsac@butantan.gov.br.
Outras vacinas
A Anvisa já autorizou o registro da vacina contra dengue desenvolvida pela farmacêutica Sanofi Pasteur no fim de 2015, mas o produto ainda não entrou no mercado brasileiro. Chamada DengVaxia e indicada para pessoas de 9 a 45 anos, a vacina também foi aprovada no México, em El Salvador e nas Filipinas.
Estudos clínicos demonstraram que, a partir dos 9 anos de idade, a vacina da Sanofi foi capaz de reduzir em 66% o número de casos de dengue. Esta foi a primeira vacina de dengue a ser aprovada no mundo. Nas Filipinas, a imunização já teve início, segundo anúncio feito pela empresa nesta segunda-feira.
Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de vacina contra dengue. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma imunização contra o vírus.

Diretora-geral da OMS e diretora da Opas vêm ao Brasil para acompanhar epidemia de zika

Diretora-geral da OMS e diretora da Opas vêm ao Brasil para acompanhar epidemia de zika
 A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, vêm ao Brasil para acompanhar a epidemia do vírus zika. Elas chegam para dois dias de visitas. A comitiva quer se informar sobre todas as medidas que o governo brasileiro está tomando para conter o alastramento da doença, que, segundo o Ministério da Saúde, está relacionada com a ocorrência de casos de microcefalia.


Chan e Etienne terão encontro com a presidente Dilma Rousseff em Brasília e depois devem ir a Recife (PE), capital do estado que mais registrou casos de microcefalia. No dia 1º de fevereiro, a OMS declarou a epidemia de zika como Emergência de Saúde Pública de Interessa Internacional.


Nesta segunda-feira, a presidente Dilma irá a São Paulo assinar um contrato entre o Ministério da Saúde e a Fundação Butantan para a pesquisa de vacinas. Dilma fez, na última sexta, o segundo dia de Mobilização Nacional contra a zika, quando escalou ministros para viajarem a diferentes cidades visitando escolas para palestrar sobre como destruir criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunha. A presidente foi a Juazeiro (PE) falar a alunos sobre o problema.
O Globo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

RC se reúne com Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA sobre microcefalia

O governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta segunda-feira (15), com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC) para discutir as estratégias nas pesquisas relacionadas à microcefalia na Paraíba. A proposta do estudo, pioneiro no Brasil, é realizar um monitoramento de mães e bebês, com e sem microcefalia, com o objetivo de buscar entender qual a influência de fatores ambientais possam ter alguma relação com a doença.


Também participaram da reunião a vice-governadora Lígia Feliciano, a secretária da Saúde, Roberta Abath, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, o diretor de comunicação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos, Dave Daigle, o médico do CDC, Fernando Arena, além de outras autoridades na área da saúde.


O monitoramento de mães e bebês, com e sem microcefalia, na Paraíba será feito por meio de uma coleta de dados e exames em cerca de 150 crianças com microcefalia, além de aproximadamente 400 bebês saudáveis e suas respectivas mães. As cidades onde a pesquisa será realizada, bem como os casos selecionados para fazer parte da pesquisa, serão definidos pela Secretaria de Saúde após uma nova reunião com o Ministério da Saúde.


O governador Ricardo Coutinho enfatizou que o Estado está sendo pioneiro nas pesquisas em relação à microcefalia. “Buscamos dar respostas concretas à população. Temos uma equipe preparada que desenvolve um excelente trabalho e já traz resultados, como a pesquisa feita pela Rede de Cardiologia Pediátrica, que estudou 16 mil casos de microcefalia e descobriu que nem todas as situações têm relação com o zika vírus. Vamos junto com o Ministério da Saúde e o CDC definir encaminhamentos para mais uma pesquisa pioneira feita aqui no Estado. Dessa forma, em pouco tempo, esperamos trazer respostas para os questionamentos sobre a microcefalia”, disse.


Ricardo ainda esclareceu que a Paraíba vai participar ativamente de todas as etapas do estudo que será realizado em parceria com o CDC dos Estados Unidos. “A Paraíba terá uma gerência, ligada à Rede de Cardiologia Pediátrica, que comandará a coleta e outras funções que caibam a nós. Vamos estar presentes em todos os aspectos da pesquisa, temos uma equipe de vigilância em saúde eficiente e que está disposta a colaborar em tudo. A medicina e ciência são feitas de evidências e os estudos estão justamente, buscando estas evidências concretas”, frisou.


“Através dessa pesquisa teremos a possibilidade de conhecer mais sobre a microcefalia, e só assim saberemos como lidar melhor com ela. Não tenho dúvidas que somos pioneiros com este estudo e em breve, teremos respostas a dar para o Brasil e para o mundo”, enfatizou a secretária de Saúde, Roberta Abath.


Secom

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Zika vírus se propaga 5 vezes mais rápido que a dengue


Doença atingiu mesmo patamar da dengue em menos de um ano 


Mosquito aedes transmite a dengue e o zika vírus 
DIEGO HERCULANO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O zika vírus se propaga cinco vez mais rápido que a dengue, segundo avaliação da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz). A análise foi feita em decorrência do aumento do número de casos da doença e de microcefalia no interior do Estado de São Paulo. A informação foi publicada no site do jornal O Estado de S.Paulo desta terça-feira (9).
De acordo com a publicação, com base nos dados da fundação, o vice-presidente de pesquisa e laboratório, Rodrigo Stabile, ressaltou que a primeira epidemia da dengue, no Rio de Janeiro, levou cinco anos para atingir o Brasil.

— O vírus zika atingiu o mesmo patamar da dengue em menos de um ano.

Vacina
O laboratório francês Sanofi anunciou nesta terça-feira (9), que espera começar "em um ano" os testes clínicos relacionados a vacina contra o vírus zika. A expectativa é que esse produto esteja pronto em três anos, segundo o diretor-geral da empresa, Olivier Brandicourt.

A informação foi anunciada durante a apresentação dos resultados anuais da Sanofi. A farmacêutica espera reduzir os prazos habituais, aproveitando as tecnologias e a estrutura que já desenvolveram para a criação de vacina contra a dengue, a Dengvaxia. O vírus é da mesma família do zika.
Nesta segunda-feira (8), a OMS (Organização Mundial de Saúde) informou que pelo menos doze grupos de pesquisa estão trabalhando na criação de vacinas contra o zika vírus. Todos esses trabalhos, no entanto, estão nas fases iniciais e podem levar alguns anos para serem liberados. A OMS está selecionando pesquisas existentes na área para determinar quais devem ter prioridade.
A escolha desse grupo de pesquisas prioritárias será revisada por um comitê de assessores da entidade "o mais breve possível", segundo a OMS.
Os trabalhos com maior potencial são aqueles relacionados a outras doenças da mesma família dos flavivírus, como a dengue e a febre amarela. A OMS ainda lembrou que, na última semana, fez um chamamento às companhias interessadas em apresentar seus potenciais produtos farmacêuticos para serem avaliados e aprovados, caso tenham o nível exigido de qualidade.
Do R7

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Surto de microcefalia no Nordeste afeta turismo e Carnaval

Foram confirmados 401 casos da doença. Confira as medidas adotadas em cada Estado

Juca Guimarães, do R7
Dia 13 de fevereiro, o exército vai ajudar no combate ao mosquito EPA
  Para manter o turismo em alta neste verão, os Estados do Nordeste declararam guerra ao mosquito Aedes aegypti (transmissor do zika vírus, que pode causar a microcefalia). Dos 404 casos confirmados de microcefalia pelo ministério da Saúde este ano, 401 foram em Estados do Nordeste e 17 deles estão relacionados ao zika vírus.
Apenas Maranhão e Sergipe não tiveram nenhum caso de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central. Foram 153 casos em Pernambuco, 99 casos na Bahia, 63 casos no Rio Grande do Norte, 37 casos na Paraíba e 23 casos no Piauí.
No dia 13 de fevereiro, em todos os Estados, haverá uma grande mobilização contra o Aedes egypti com o apoio das Forças Armadas. Neste dia, 356 municípios receberão um efetivo de 220 mil militares que vão ajudar na identificação e eliminação de focos dos mosquitos.
Para o Carnaval, a secretaria estadual de Saúde de Pernambuco imprimiu 50 mil panfletos bílingue com dicas para evitar as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Entre as orientações estão o descarte correto do lixo e o tratamento de água parada. O lema da campanha é "Carnaval sem mosquito, você sem risco".  Em Recife, a venda de fantasias para o Carnaval de rua e a ocupação de imóveis para alugar por temporada caíram.
No Rio Grande do Norte, o Governo Estadual decidiu lançar um aplicativo para smartphone com orientações sobre o combate ao mosquito. O aplicativo chamado "Aedes na mira do RN" permite que sejam feitas denúncias de locais com possíveis focos do mosquito. A secretaria estadual de Saúde criou também uma central de atendimento telefônico para gestantes.
A Paraíba criou um aplicartivo de denúncias de foco do mosquito para smartphone e tablets. "Estamos trabalhando com o desconhecido e, por isso, um dos eixos do Plano de Combate ao Aedes Aegypti da Paraíba é a pesquisa. De qualquer forma, o mais importante é a prevenção no combate ao vetor", disse Roberta Abath, secretária estadual de Saúde da Paraíba.
No Piauí, foi criado um plano de monitoramento das ações de combate ao Aedes em todos os municípios do Estado. As equipes de Saúde visitaram 360 imóveis e em 14,2 mil deles foram encontrados focos do mosquito. Também foi alterado o fluxograma de atendimento às gestantes na rede pública de saúde para facilitar a identificação e notificação de casos de microcefalia.
Na Bahia, o governo está usando mosquitos transgênicos para reduzir a contaminação. A secretaria estadual de Saúde criou o aplicativo "caça-mosquito" para mapear locais de foco com a ajuda da população, que pode fazer denúncias anônimas.
Em Alagoas, onde foram confirmados 15 casos de microcefalia este ano, o Governo Estadual decidiu intensificar as campanhas de conscientização da população. A secretária estadual de Saúde, Rozangela Wyszomirska, fez um apelo para que os alagoanos mantenham fechadas as tampas dos reservatórios de água.
R7

SES investiga mortes por dengue e registra 1.256 casos suspeitos da doença neste ano

Ainda de acordo com boletim epidemiológico da secretaria, nos primeiro 25 dias de 2016, foram notificados na Paraíba 1.256 casos suspeitos de dengue
Homens do Exército continuam combatendo o mosquito Aedes Aegypti (Foto: Divulgação)
A Secretaria estadual de Saúde investiga a morte de três pessoas suspeitas dengue neste ano. De acordo com boletim da SES, os óbito ocorreram nas cidades de Campina Grande, Monteiro e Sapé. Ainda de acordo com boletim epidemiológico da secretaria, nos primeiro 25 dias de 2016, foram notificados na Paraíba 1.256 casos suspeitos de dengue.
A Gerência Executiva de Vigilância em Saúde da SES comunica que os óbitos que se encontram em investigação estão aguardando o resultado do laboratório do Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, e seguem acompanhados pela área técnica e municípios, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.
Em  2015, no mesmo período, foram registrados 265 casos prováveis dengue, o que representa um aumento de 373,96%. Pelos dados constantes no boletim, observa-se que a incidência da dengue em 2016 é de 31,61 casos/100 mil habitantes. No mesmo período dos anos de 2014 e 2015 essa incidência era, respectivamente, 7,5 e 6,7.
Febre chikungunya – Em 2016, o município de Coremas sinalizou um caso suspeito da doença, o qual segue em investigação. A SES aguarda os resultados do laboratório referência de Pernambuco (Lacen-PB).
A SES lembra que todo caso suspeito de chikungunya é de notificação compulsória imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas municipal, estadual e federal. Para a notificação deve-se ligar para 0800 281 0023, 3218 7331 ou 98828 2522.
Zika vírus – A Paraíba conta com três unidades sentinelas do zika vírus, implantadas em Bayeux, Campina Grande e Monteiro, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
A SES ressalta que para que as atividades de intervenção sejam desencadeadas não é necessária a confirmação laboratorial, tendo em vista que as ações epidemiológicas e ambientais devem ser permanentes.
Quanto à situação laboratorial em 2016, a Paraíba enviou 90 amostras de casos suspeitos de microcefalia ao Instituto Evandro Chagas, para investigação de zika vírus, além de 10 amostras para a Fiocruz-PE e aguarda os resultados.
Síndrome de Guillain-Barré - De julho de 2015 até o momento, foram informados pelos serviços hospitalares 24 casos suspeitos da síndrome, sendo 16 descartados e oito em investigação por suspeita de ter correlação com o zika vírus.
Mesmo não se tratando de uma doença de notificação compulsória, conforme portaria 1.271/2014 MS, a SES, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, recomenda a todos os serviços de saúde a comunicação à Área Técnica da Vigilância Epidemiológica – Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas e à Coordenação dos Núcleos Hospitalares de Vigilância Epidemiológica, por meio dos telefones 3218 7331, 3218 7381 ou 3218 7317.
Situação de Vigilância Ambiental – De acordo com o Boletim Epidemiológico, na Paraíba, até 28 de janeiro de 2016 foram visitados 645.681 imóveis (78%).
Mercosul
Enquanto isso, O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika.
ClickPB

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Zika vírus: OMS declara emergência internacional por microcefalia


O avanço da microcefalia ligada ao zika vírus nas Américas foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após reunião em Genebra nesta segunda-feira (1º).

O avanço da microcefalia ligada ao zika vírus nas Américas foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após reunião em Genebra nesta segunda-feira (1º).
Para chegar à conclusão, os especialistas discutiram vários aspectos relacionados ao risco da proliferação da doença e as respostas possíveis. Ao decretar situação de "emergência global" para o zika, a organização espera facilitar a mobilização de dinheiro, recursos e conhecimento científico para o combate à doença. Isso ajudaria a custear pesquisas para desvendar mais detalhadamente a relação entre o vírus e os casos de bebês nascidos com microcefalia.
A organização ressaltou que a decisão de decretar emergência ocorre por causa dos casos de microcefalia e outras disfunções neurológicas, não somente pelo zika vírus em si.
"O Comitê recomendou que o atual agrupamento de casos de microcefalia e de outras disfunções neurológicas reportados no Brasil, seguido de um agrupamento similar na Polinésia Francesa em 2014, constituem uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, (PHEIC, Public Health Emergency of International Concern)", afirmava o comunicado. "Uma resposta coordenada é necessária para minimizar a ameaça em países afetados e reduzir o risco de maior disseminação internacional."
Os países onde foi observada rápida dispersão da doença adotarão recomendações padrão de vigilância e diagnóstico. Dados nacionais serão repassados à OMS, para que a comunidade internacional consiga ter uma compreensão clara da extensão do surto global.
A reunião ocorreu em meio ao anúncio de que agentes de vigilância sanitária brasileiros terão permissão para entrar em imóveis abandonados que apresentem possíveis focos de água parada, local de reprodução do mosquito vetor da doença, o Aedes aegypti.
Dentro do grupo de 20 representantes na OMS estava o brasileiro Dr Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas no Pará.
A reunião desta segunda-feira foi decorrência de um painel realizado na semana passada durante o encontro executivo dos representantes nacionais. Na ocasião, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, classificou como "alarmante" a velocidade com que o vírus está se espalhando no mundo.
ClickPB

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MÉDICA PARAIBANA DE CAMPINA GRANDE DESCOBRE A CAUSA DA MICROCEFALIA

A médica Adriana Melo tem 45 anos e trabalha há 16 no setor de medicina fetal do Isea, a principal maternidade pública de Campina Grande. Entre outubro e novembro do ano passado, compartilhou a angústia de duas pacientes grávidas de bebês que nasceriam com microcefalia. A ela a medicina deve o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a má formação do cérebro de milhares de crianças. Não é pouca coisa, nem foi fácil.

Desde agosto, médicos do Nordeste quebravam a cabeça para saber o que estava acontecendo, e a rede pública de Pernambuco alertou para a suspeita da conexão entre o vírus e a anomalia nos bebês. Adriana Melo suspeitou que se estava diante de um novo padrão de microcefalia: “Eu nunca tinha visto casos de destruição do cérebro dos fetos com tamanha virulência”.

Havia uma pista: todas as pacientes tiveram manchas vermelhas na pele e coceiras durante as primeiras semanas da gravidez. Quando a doutora Adriana começou sua caminhada, havia no mundo apenas a suspeita da relação entre casos de microcefalia e o zika. O vírus se tornara epidêmico na Polinésia em 2014. No Brasil, sabia-se apenas que o número de bebês que nasciam com essa anomalia vinha aumentando, sobretudo no Nordeste. O zika era visto ainda como uma modalidade branda de dengue.

O governo da Paraíba custeou a viagem das duas mulheres para serem examinadas em São Paulo, e em novembro, por iniciativa de Adriana Melo, a Fiocruz recebeu material colhido nas pacientes. Em poucos dias, bateu o martelo. Duas semanas depois, o Ministério da Saúde decretou uma emergência sanitária. Haviam-se passado três meses desde o aparecimento das primeiras suspeitas.

O sistema de vigilância epidemiológica nacional dormiu no ponto. Nada de novo. Quando Oswaldo Cruz, baseado em pesquisas americanas feitas em Cuba, quis combater a febre amarela atacando o Aedes aegypti, a burocracia da Saúde e alguns marqueses da medicina duvidaram dele. A febre era coisa do clima, logo, culpa do Padre Eterno. No caso da doutora Adriana Melo sucedia algo semelhante. Ela dizia algo novo, o zika tinha relação com casos de microcefalia, portanto o problema estaria no maldito do mosquito, nada a ver com a alimentação da mãe ou até mesmo com consumo de drogas.

Apesar da tonitruância da decretação de emergência (sem que se saiba o que isso significa na vida real), o Ministério da Saúde procura tranquilizar a população: nem todas as mulheres que tiveram zika terão bebês microcéfalos, assim como nem todos os Aedes aegypti que andam por aí transmitem zika. Tudo bem, mas em 2014 o Brasil teve 147 casos de microcefalia. Admita-se que esse número esteja contaminado por uma subnotificação, Fique-se com o dobro, seriam 294. Em apenas quatro meses, os casos suspeitos já chegaram a 3.893. Segundo a Fiocruz, os registros poderão chegar a 16 mil neste ano. A última desgraça envolvendo mulheres grávidas deu-se no século passado, quando gestantes que tomaram o remédio talidomida pariram bebês defeituosos. Em todo o mundo, afetou 10 mil nascituros num período de cerca de cinco anos.

Dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, o Ministério da Saúde baixou uma Diretriz para Estimulação Precoce para crianças que nascem com microcefalia. Ele relaciona-se com o Plano Viver Sem Limite e com a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, que por sua vez são contemporâneos do Programa de Aceleração do Crescimento. Fica combinado assim.

A doutora Adriana tem doutorado pela Unicamp, seu salário é de R$ 3.800 mensais por 20 horas de trabalho semanais. Com bonificações de produtividade pode chegar a R$ 6 mil. Mantém uma clínica privada onde ganha mais trabalhando menos. A maternidade do Isea só atende pelo SUS (sem segunda porta), e na equipe de medicina fetal há quatro médicos. Desde que ela saiu por aí para confirmar a relação entre o zika e a microcefalia, recebeu críticas, muxoxos e silêncios. Ajuda, só da prefeitura da cidade e do fabricante de equipamentos Samsung, que doou um aparelho de ultrassonografia à maternidade. A rede pública de Campina Grande (680 mil habitantes) não tem máquina de ressonância magnética. Quando lhe perguntam o que precisa para facilitar seu serviço no Isea, responde: “Recursos para pesquisas”.


Por Elio Gaspari
blogdoraulfigueiredo
A médica Adriana Melo tem 45 anos e trabalha há 16 no setor de medicina fetal do Isea, a principal maternidade pública de Campina Grande. Entre outubro e novembro do ano passado, compartilhou a angústia de duas pacientes grávidas de bebês que nasceriam com microcefalia. A ela a medicina deve o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a má formação do cérebro de milhares de crianças. Não é pouca coisa, nem foi fácil.

Desde agosto, médicos do Nordeste quebravam a cabeça para saber o que estava acontecendo, e a rede pública de Pernambuco alertou para a suspeita da conexão entre o vírus e a anomalia nos bebês. Adriana Melo suspeitou que se estava diante de um novo padrão de microcefalia: “Eu nunca tinha visto casos de destruição do cérebro dos fetos com tamanha virulência”.

Havia uma pista: todas as pacientes tiveram manchas vermelhas na pele e coceiras durante as primeiras semanas da gravidez. Quando a doutora Adriana começou sua caminhada, havia no mundo apenas a suspeita da relação entre casos de microcefalia e o zika. O vírus se tornara epidêmico na Polinésia em 2014. No Brasil, sabia-se apenas que o número de bebês que nasciam com essa anomalia vinha aumentando, sobretudo no Nordeste. O zika era visto ainda como uma modalidade branda de dengue.

O governo da Paraíba custeou a viagem das duas mulheres para serem examinadas em São Paulo, e em novembro, por iniciativa de Adriana Melo, a Fiocruz recebeu material colhido nas pacientes. Em poucos dias, bateu o martelo. Duas semanas depois, o Ministério da Saúde decretou uma emergência sanitária. Haviam-se passado três meses desde o aparecimento das primeiras suspeitas.

O sistema de vigilância epidemiológica nacional dormiu no ponto. Nada de novo. Quando Oswaldo Cruz, baseado em pesquisas americanas feitas em Cuba, quis combater a febre amarela atacando o Aedes aegypti, a burocracia da Saúde e alguns marqueses da medicina duvidaram dele. A febre era coisa do clima, logo, culpa do Padre Eterno. No caso da doutora Adriana Melo sucedia algo semelhante. Ela dizia algo novo, o zika tinha relação com casos de microcefalia, portanto o problema estaria no maldito do mosquito, nada a ver com a alimentação da mãe ou até mesmo com consumo de drogas.

Apesar da tonitruância da decretação de emergência (sem que se saiba o que isso significa na vida real), o Ministério da Saúde procura tranquilizar a população: nem todas as mulheres que tiveram zika terão bebês microcéfalos, assim como nem todos os Aedes aegypti que andam por aí transmitem zika. Tudo bem, mas em 2014 o Brasil teve 147 casos de microcefalia. Admita-se que esse número esteja contaminado por uma subnotificação, Fique-se com o dobro, seriam 294. Em apenas quatro meses, os casos suspeitos já chegaram a 3.893. Segundo a Fiocruz, os registros poderão chegar a 16 mil neste ano. A última desgraça envolvendo mulheres grávidas deu-se no século passado, quando gestantes que tomaram o remédio talidomida pariram bebês defeituosos. Em todo o mundo, afetou 10 mil nascituros num período de cerca de cinco anos.

Dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, o Ministério da Saúde baixou uma Diretriz para Estimulação Precoce para crianças que nascem com microcefalia. Ele relaciona-se com o Plano Viver Sem Limite e com a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, que por sua vez são contemporâneos do Programa de Aceleração do Crescimento. Fica combinado assim.

A doutora Adriana tem doutorado pela Unicamp, seu salário é de R$ 3.800 mensais por 20 horas de trabalho semanais. Com bonificações de produtividade pode chegar a R$ 6 mil. Mantém uma clínica privada onde ganha mais trabalhando menos. A maternidade do Isea só atende pelo SUS (sem segunda porta), e na equipe de medicina fetal há quatro médicos. Desde que ela saiu por aí para confirmar a relação entre o zika e a microcefalia, recebeu críticas, muxoxos e silêncios. Ajuda, só da prefeitura da cidade e do fabricante de equipamentos Samsung, que doou um aparelho de ultrassonografia à maternidade. A rede pública de Campina Grande (680 mil habitantes) não tem máquina de ressonância magnética. Quando lhe perguntam o que precisa para facilitar seu serviço no Isea, responde: “Recursos para pesquisas”.


Por Elio Gaspari
blogdoraulfigueiredo

sábado, 23 de janeiro de 2016

MP-Procon pede suspensão na venda de 42 medicamentos; veja lista

medic
O MP-Procon recomendou, nesta quinta-feira (21), a suspensão da comercialização de 42 medicamentos devido a irregularidades constatadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Confira a lista de medicamentos mais abaixo. Para baixar a tabela, (http://portalcorreio.uol.com.br/obj/11/160602.xls).
Segundo o promotor Glauberto Bezerra, o objetivo é garantir a segurança dos consumidores ao evitar  a exposição a situações que lhes coloquem em risco à saúde, em decorrência da ingestão de medicamentos fora dos padrões sanitários.
A decisão foi tomada em conjunto com a Vigilância Sanitária Estadual, os Procons Legislativo de João Pessoa e Cabedelo, a OAB, os Conselhos Regionais de Medicina e Farmácia. 
(Portal Correio)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Saúde acha focos de Aedes em 3% de 7,48 milhões de casas vistoriadas

Houve visitas em 2,5 mil municípios; oito estados não enviaram balanço.
Ministério diz que todas as moradias serão vistoriadas até fim de fevereiro.

Gabriel LuizDo G1 DF
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, durante divulgaçãio de balanço sobre vistorias a residências no combate ao Aedes aegypti (Foto: Gabriel Luiz/G1) 
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, durante divulgaçãio de balanço sobre vistorias a residências no combate ao Aedes aegypti (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Agentes de saúde encontraram focos do mosquito Aedes aegypti em 3% das 7,48 milhões de residências visitadas em todo o país desde o início de janeiro até esta quinta-feira (21). De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casas vistoriadas representa 15,2% dos 49,2 milhões de dormicílios em áreas urbanas do país.


A pasta informou que oito estados não repassaram o balanço de visitas. Segundo o ministério, foram removidos todos os criadouros de mosquito encontrados.

O secretário-executivo do ministério, Neilton Oliveira, afirmou que todas as residências brasileiras serão vistoriadas até o fim de fevereiro. Em dezembro do ano passado, o governo tinha estabelecido que visitaria todos os imóveis até o fim de janeiro.

Oliveira negou que a meta tenha sido descumprida. “Não há insegurança e não há nenhum atraso. A gente está tranquilo”, disse. “A prioridade não é matar o mosquito. É não deixá-lo nascer.”
Como explicação para a nova meta, ele mencionou a demora de estados em implementar as chamadas “salas de coordenação e controle”, um grupo de ação criado para traçar estratégias de combate à dengue.

Segundo ele, os fiscais encontraram fechados ou sem morador 3,96% dos imóveis. A previsão é de que o governo divulgue semanalmente a quantidade de fiscalizações contra focos de mosquito.

As visitas foram realizadas em 2.548 municípios de 19 unidades da federação. A Paraíba teve o maior número de casas vistoriadas, em proporção à população total, com 49,12%.. O Rio de Janeiro aparece em segundo, com 30,15%, seguido de Sergipe (29,13%).

De acordo com o ministério, cerca de 312 mil agentes de saúde foram mobilizados. O efetivo contou com reforço de 1.837 militares.

"Os recursos federias destinados para o combate ao mosquito Aedes aegytpi cresceram, 39% entre 2010 e 2015, passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão neste ano", afirmou a pasta. Para 2016, a previsão é que os valores cheguem a R$ 1,87 bilhão.
Todos os estados contam com material necessário para ações de combate à dengue, declarou o secretário-executivo. Entre os produtos usados por cada estado e município estão larvicidas, kits de diagnóstico e fumacê.
Ministério da Saúde

Estudante morre por dengue na PB; caso pode ser o 1º do ano causado pela doença

 O estudante de jornalismo Manoel Vicente Neto, de 30 anos, morreu na cidade de Campina Grande, após ter contraído dengue e ter sido internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade com sintomas da doença. Caso é a primeira morte registrada que teve causa ligada à doença em 2016 na Paraíba.
Segundo o médico Geraldo Medeiros, diretor do hospital, o paciente deu entrada na unidade com um quadro de baixa nas plaquetas do sangue. Foi feito um exame laboratorial que comprovou o sorotipo da dengue nele.

Após seis dias na ala vermelha da instituição, a situação do estudante se agravou. A virose atingiu o cérebro e o coração dele.

“Vimos sinais de miocardite viral e encefalite. O vírus se alojou em todas as vísceras do organismo, levando ao quadro grave e ao óbito”, disse o diretor do Trauma.

O estudante era natural de Monteiro, no Cariri, a 305 km de João Pessoa. Ele cursava jornalismo na Universidade Estadual da Paraíba e morava atualmente em Campina Grande.

A família informou que ele havia contraído dengue no fim de 2015, quando retornou à cidade natal para visitar familiares. Monteiro enfrenta um dos maiores surtos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti na Paraíba. Nos últimos 70 dias, o número de casos suspeitos aumentou mais de 300%.

“As pessoas não podem protelar a ida ao hospital com o aparecimento dos sintomas, principalmente para que não sofram com desidratação”, alertou Geraldo Medeiros. 

  Portal Correio

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Síndrome do comer noturno tem relação com problemas emocionais


Normalmente essas pessoas têm insônia. Na maioria das vezes, elas optam por alimentos ricos em carboidratos.
Quem nunca teve vontade de assaltar a geladeira de casa de madrugada? Mas comer à noite engorda? E beber? Para falar sobre esses pecados da gula noturna, o Bem Estar desta segunda-feira (18) convidou o endocrinologista Bruno Halpern e a nutricionista Lara Natacci.

De acordo com a nutricionista, de 1% a 2% da população sofre com a síndrome do comer noturno. Ela está relacionada à restrição alimentar, problemas emocionais e obesidade.
Normalmente são pessoas que têm insônia e acordam de três a quatro vezes durante a noite. Em pelo menos dois desses despertares essas pessoas acabam comendo. Na maioria das vezes, elas optam por alimentos ricos em carboidratos.
O endocrinologista Bruno Halpern lembra que o nosso corpo tem horários para descansar, se alimentar e ser fisicamente ativo. Hoje, com a vida moderna, nós bagunçamos um pouco, mas a maioria das pessoas é ativa durante o dia e à noite descansa.

Carboidrato à noite: pode?
Nosso corpo desacelera e se prepara para descansar à noite. O metabolismo fica mais lento e, consequentemente, a digestão. Mas isso não significa que não podemos comer carboidrato, por exemplo. O carboidrato traz sensação de bem estar e tirar de vez pode prejudicar o sono. Como consequência, a pessoa pode querer consumir mais gorduras ou levantar de madrugada.
Carboidrato tudo bem, mas nada de gordura à noite. Um estudo mostrou que é melhor comer gordura durante a manhã do que à noite, quando a gordura tende a ir para áreas que atrapalham o bom funcionamento do coração.

O que comer à noite?
Em geral, comer um bom café da manhã, almoçar relativamente bem e diminuir a quantidade durante a noite faz bem. Uma refeição completa e equilibrada precisa de carboidrato, proteína e alimentos fonte de vitaminas, minerais e fibras. É possível ter tudo e fazer uma refeição leve e menos calórica.
 Bem Estar

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Anvisa suspende venda dos anti-inflamatórios diclofenaco e nimesulida


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária suspendeu na quinta-feira (14) a distribuição e a venda dos lotes dos anti-inflamatórios diclofenaco, estolato de eritromicina e nimesulida da empresa Prati Donaduzzi. A decisão foi tomada porque a empresa alterou o processo de produção dos três medicamentos sem prévia avaliação da agência reguladora.

A Anvisa também determina que a empresa recolha o estoque existente no mercado e recomenda que quem tenha o produto em casa não faça uso.

Os lotes do diclofenaco sódico 50 mg suspensos são todos produzidos até dia 19 de outubro de 2015. Já o estolato de eritromicina 50 mg/mL suspensão oral e a nimesulida 50 mg/mL suspensão oral tiveram suspensos todos os lotes produzidos com irregularidade, sem especificação de data.

A empresa Pratti Donaduzzi disse que as alterações feitas sem autorização da Anvisa visam à modernização dos processos produtivos e do parque fabril, com instalação de novos equipamentos com a mais alta tecnologia disponível no mercado mundial.

Em nota, a empresa afirma que seus produtos atendem os mais altos padrões de qualidade e eficácia na sua plenitude, “uma vez que as constatações pós-registro são de ordem documental”. A empresa diz que está tomando todas as medidas cabíveis para resolver a situação o mais breve possível.

Novo Boletim Epidemiológico da Paraíba, registra caso de Chikungunya no Vale do Piancó

     
Os números são relativos ao período de 1º de janeiro de 2015 até 2 de janeiro de 2016, que corresponde a 52ª semana epidemiológica.

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou na última sexta-feira (8) o boletim epidemiológico da dengue, zika e chkungunya no estado. De acordo com os dados divulgados, a Paraíba registrou 11.469 casos confirmados da doença.

Os números são relativos ao período de 1º de janeiro de 2015 até 2 de janeiro de 2016, que corresponde a 52ª semana epidemiológica.
Outros 89 casos foram classificados como dengue com sinais de alarme e 13 casos de dengue grave, segundo a SES.

As informações divulgadas pela SES apontam que o pico da incidência ocorreu no mês de maio sendo contabilizados 161,43 casos para cada100mil habitantes, seguido de uma redução em junho com 73,73 casos para cada 100mil habitantes, com uma nova elevação em dezembro de 42,72 casos para 100mil habitantes. A incidência até a 52ª semana epidemiológica na Paraíba é de 547,91 casos a cada 100 mil habitantes. Ainda segundo o boletim, a maior predominância de municípios em epidemia estão nas regiões de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa.

“Observamos que os municípios em epidemia estão presentes e distribuídos por toda a Paraíba, fato este que confirma a necessidade de uma vigilância ativa no combate ao Aedes aegypti, bem como o envolvimento da população como ator principal, uma vez que a maior parte dos criadouros está em domicílios”, pontuou a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento.

Mortes confirmadas em 2015

Até a 52ª semana epidemiológica, foram registradas cinco mortes por dengue na Paraíba. Outros cas os estão em investigação e aguardam resultado do laboratório do Instituto Evandro Chagas, no Pará. Segundo a SES, no mesmo período em 2014 foram registradas nove mortes.

Febre chikungunya

Até a 52ª Semana Epidemiológica, foram notificados 23 casos suspeitos da doença na PB, segundo a SES. Os casos foram em residentes dos municípios de Monteiro (9), Cajazeiras (6), Barra de São Miguel (3), Amparo (2), Umbuzeiro (2), Cachoeira dos Índios (1), Coremas (1), Pombal (1), Campina Grande (1), Alhandra (1) e João Pessoa (1). A SES lembra que todo caso suspeito de chikungunya é de notificação compulsória imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas municipal, estadual e federal.

Zika vírus

A situação laboratorial da Paraíba no mês de maio de 2015 segundo a SES, foram enviadas 20 amostras do estudo realizado pelo Episus/MS, sendo 12 positivas e oito não detectáveis. A Secretaria informou que a Paraíba conta com três Unidades Sentinelas do zika vírus implantadas nos municípios de Bayeux, Campina Grande e Cajazeiras e ten a quarta Unidade Sentinela em processo de implantação em Monteiro.

“Para que as atividades de intervenção sejam desencadeadas não é necessária a confirmação laboratorial, tendo em vista que as ações epidemiológicas e ambientais devem ser permanentes”, explicou Izabel Sarmento.

Síndrome Guillan-Barré

De julho de 2015 até o momento, foram informados pelos serviços hospitalares 22 casos suspeitos da síndrome, sendo 16 descartados e seis em investigação por suspeita de ter co-relação com o zika vírus. Mesmo não se tratando de uma doença de notificação compulsória, conforme portaria 1.271/2014 MS, a SES, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, recomenda a todos os serviços de saúde a comunicação à Área Técnica da Vigilância Epidemiológica – Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas e à Coordenação dos Núcleos Hospitalares de Vigilância Epidemiológica.

G1-PB